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TOP 30 - MELHORES FUNKO POP LANÇADOS EM 2016.




    Para quem me conhece, não é nenhuma novidade que desde 2013 eu sou fissurado pelos bonecos cabeçudos de Vinil da Funko. Também não é novidade nenhuma que gasto boa parte do meu tempo e dinheiro a procura de Funkos Pop para aumentar a minha coleção (que hoje já está por volta de 60 bonecos).
   Por, isso, utilizando parte da minha lista pessoal de compras e algumas outras sugestões de alguns amigos colecionadores decidi fazer um Top 30 de bonecos Funko Pop lançados em 2016.
   Para essa lista utilizei alguns critérios:

- Apenas 3 personagens repetidos por franquia (exemplo: das centenas de batmans lançados, apenas três poderão encabeçar a lista).

- Sets completos de uma determinada Franquia poderão contaram como um só, desde que tenham sido lançados em 2016 (Exemplo: ao invés de colocar um personagem especifico do filme Guerra Civil, posso colocar o set inteiro dele e contabilizar como um só, desde que todos eles tenham sido lançados em 2016).

-Edições variantes de outros personagens lançados nos outros anos que foram relançados esse ano também contarão.

- A lista não segue uma ordem especifica, então não tem primeiro, segundo ou terceiro lugares.

- A lista é 70% de opinião pessoal, então não fique bravo ou chateado por não ter um Pop especifico nessa lista de algum filme, série ou jogo que tenha vendido bem ou que todos gostaram, pois, pode ser uma franquia que eu não goste, por isso não foi adicionado a minha lista.

   Agora sim, podemos dar início a lista:



1- Harley Quinn (Esquadrão Suicida)




   Das dezenas de Arlequinas que saíram este ano, certamente a versão do filme Esquadrão Suicida, foi a que ficou mais bonita. Ficou a mistura perfeita de boneca delicada pinta malvada badass e periguete. Por esse motivo, a Arlequina entra no meu top 30 de 2016.


2- Pajama Jack (O estranho mundo de Jack)



   Acho que todo mundo que viveu os anos 90 (especialmente os que nasceram) se apaixonaram pelo filme "O estranho mundo de Jack". Agora, me diga: Como não resistir a esse boneco tão lindo do Jack? Na minha opinião ele não só foi um dos melhores de 2016 como também é o melhor Funko Pop do Jack lançado até o presente momento.


3- Deadpool Pirate



  Escolher um entre os milhares de Deadpools lançados em 2016 pela Funko foi um trabalho bem difícil. Acabei escolhendo a versão pirata por ser uma das versões mais aleatórias e engraçadas que saiu do mercenário tagarela que fala em balões amarelos. Eu não consigo olhar para ele com esse chapéu de pirata sem dar risada. 


4- Doctor Strange ( Doutor Estranho: filme)





  Definitivamente esse foi o ano do Doutor Estranho nos cinemas, e que modo melhor de comemorar isso? Com essa bela versão baseada no filme exclusiva da Comic Con. Claro que o Doutor Estranho ganhou vários outros Funkos Pop igualmente incríveis, mas de todos esse é o que mais me impressionou, por isso, ele merece estar na lista.


5- Super Saiyan Vegeta (Dragon Ball Z)




  Vegeta é o cara! Com  seu jeito de Bad boy e seus famosos "mais de 9 mil" e "Seu verme" Vegeta conquistou uma legião de fãs. E nada melhor que uma versão badass do maior bad boy do Dragon Ball. Essa pose só mostra o quanto o Vegeta é Fodão e vai te esmagar como um inseto. Na minha opinião um dos melhores bonecos do Set do Dragon Ball Z e um dos melhores deste ano.


6- Doctor Strange (Quadrinhos)




  Se a versão do Filme já ficou incrível, posso sem sombras de dúvida dizer que a versão baseada nos quadrinhos do Doutor Estranho não ficou devendo em nada. Até achei mais legal que a versão baseada no filme. Apesar da versão do filme ter ficado bem mais detalhada, a versão dos quadrinhos do Doutor Estranho tem um charme próprio que a torna tão legal quanto a do filme.


7- The Joker: The Killing Joke (A piada mortal)




  Enquanto a DC Comics conseguiu cagar em um dos melhores quadrinhos do Batman com aquela animação bisonha com cenas de pornochanchada, por outro, a Funko nos trouxe essa belíssima versão do Coringa Baseado no Quadrinho e Animação "A piada mortal". Um dos melhores Coringas lançados pela Funko, sem sombra de dúvidas.


8- Alex Delarge (Laranja Mecânica)



 Poderia dizer que o Alex Delarge é protagonista de um dos melhores filmes e livros já feitos, também poderia dizer que ele é um personagem carismático que faz parte da cultura pop e que certamente merece um Funko Pop. Porém, o motivo principal do Alex Delarge encabeçar essa lista é que agora os fãs de Laranja Mecânica e de Funko Pop não precisam mais desembolsar 2580 Dólares na versão normal ou 13 mil Dólares na versão Chase para ter um Alex Delarge na coleção graças a esse "relançamento" da Funko (sim, não estou brincando! Estes são os valores atuais da primeira tiragem do Alex Delarge feito da pela Funko). Então, creio que isso seja mais que motivo suficiente para ele estar na lista (fora que ele ficou bem estiloso nessa posição).


10- Coleção Street Fighter



  O que mais posso dizer além de "É Street Fighter!!!" Um dos maiores clássicos da porradaria e um dos responsáveis por transformar os jogos de luta no que eles são hoje! Minha única reclamação com a Funko, foi a de eles não terem lançados mais bonecos do Street Fighter nesse Set! Bem, só resta esperar até o ano que vem e ver o que mais vem dessa franquia pelas mãos da Funko.


11- Daenerys & Drogon (Game of Thrones)



  A coleção deste ano do Game of Thrones da Funko foi o mais fraco de todos na minha opinião (talvez porque quase todo o elenco morreu). Mas no meio do Set meia boca, dois deles ficaram incríveis, e um deles é da diva Daenerys Targaryen, Filha da Tormenta, a Não Queimada, Mãe dos Dragões, Rainha de Mereen, Rainha dos Ândulos e dos Primeiros Homens, Senhora dos Sete Reinos, Khaleesi dos Dothraki e a primeira de Seu Nome e seu Dragão Drogon. Essa dupla além de ser a mistura perfeita de beleza e intimidação, também é de longe um dos Funko Pops mais detalhados que eu já vi até hoje. Daenerys e Drogon são lindos demais, e certamente e merecem ter um espaço na coleção de qualquer fã da Daenerys Targaryen e de Game of Thrones.


12- Armored Batman (Batman vs Superman: A origem da Justiça)




  Batman vs Superman também foi outra DCepção cinematográfica para muitas pessoas (inclusive eu), mas uma coisa eu tenho que admitir. Praticamente tudo relacionado a Action Figures do filme ficaram espetaculares, inclusive o Set do BvS da Funko. Mas do set inteiro, o melhor para filme foi de longe a versão  do Batman com Armadura exclusiva da Legion of Collectors. Ele incrivelmente bem detalhado! Ele literalmente faz a assinatura da box da DC valer cada centavo! Para mim foi o melhor batman lançado esse ano pela Funko.


12- Indy's Ride (Indiana Jones)



  Demorou um pouco, mas finalmente saiu uma linha do Indiana Jones. E com certeza a sua versão Ride foi a mais legal da coleção. Só foi uma pena que esse Funko Pop ficou caro muito rápido.


13- Mag the Mighty (Game of Thrones)



  O último gigante vivo de Game of Thrones (que agora não está mais vivo, graças ao Ramsay Bolton) certamente foi o melhor boneco da linha do Game of Thrones deste ano junto com a Daenerys e Drogon e também já alcançou um valor um tanto quanto alto para os colecionadores por ser produto exclusivo da Comic-Con. Porém, juntamente com a Daenerys e Drogon vale cada centavo tê-lo na sua coleção de Game of Thrones.


14- Civil War 4 Pack: Spider-man



   Esse pack vendido tudo junto do filme Guerra Civil só merece estar nessa lista por causa do Pop do Homem Aranha com o Escudo do Capitão America, que ficou incrível! Claro que o Gavião Arqueiro também ficou muito legal, e mesmo ele sendo o meu vingador favorito, não tem como negar que ele só está dividindo esse Pack com o Aranha para ser empurrado goela abaixo para quem não quer ter o Gavião Arqueiro, pois, se tu quiser o Homem Aranha, vai ter que ser obrigado a levar o Gavião Arqueiro junto. Por isso só vou considerar o Homem Aranha na lista.


15- Coleção Batman: The Animated Serie



  Não sei como eles demoraram tanto para lançar uma coleção de um dos melhores desenhos já feitos pela DC Comics nos anos 90. Mas, o importante foi que eles saíram e não só ficaram lindos, como também mereceram um espaço nessa lista.


16- Coleção Mega Man




   O que foi dito na coleção do Batman também vale para o Megaman. Como eles demoraram tanto para lançar uma coleção de um dos maiores símbolos da Capcom? Pelo menos a espera valeu a pena! Mega man e sua turma ficaram excelentes!


17- Donald Trump



   Ele está nessa lista simplesmente porque a Funko provou que pode literalmente licenciar qualquer coisa que quiser e transformá-la em bonecos cabeçudos. Sério... Entre centenas de milhares de opções, entre filmes, jogos, séries, quadrinhos, músicos, atletas e etc, você imaginaria que a Funko lançaria um boneco do próximo presidente dos Estados Unidos? E ainda em uma coleção junto com a Hillary Clinton? Não, né? Por isso ele está nessa lista!


18- Negan (The Walking Dead)



   O Carrasco do Glenn e do Abraham não podia faltar na lista. Negan também ficou uma mistura perfeita de bonitinho e malvado. Certamente não pode faltar na coleção de nenhum fã de The Walking Dead.


19- Coleção Aliens 




    Nossa sobrevivente de Aliens favorita ganhou uma versão Funko Pop. E, para acompanhar saiu junto uma Rainha Alien Gigante que é um dos Funkos Pop mais  Assustadores e detalhados. E a Ellen... só posso dizer até na versão Funko Pop a Ellen Ripley mostra que é literalmente uma sobrevivente (só que em uma versão mais fofinha). 


20- Lemmy  Kilmister



    Fundador do Motorhead também ganhou uma versão pop logo depois da sua morte aos 70 anos. Esse Funko pop retrata perfeitamente a sua postura roqueira badass dele. Por isso ele entra na lista deste ano também.


21- Amy Winehouse





    Mais uma cantora da lista de músicos famosos que morreram que ganhou uma versão linda foi a Amy Winehouse. Item indispensável para coleção dos fãs da Amy Winehouse.


22- Batman: Batman e Joker Surf's Up




     O Batman  interpretado por Adam West e o Coringa do interpretado pelo Cesar Romero já haviam ganhado versões posteriores, mas, nenhuma delas foi tão inusitada quanto essa versão baseado em um episódio que eles vão para a praia e começam a Surfar em um campeonato de Surfe com direito a bat-calções de banho e tudo mais essa dupla divertida merece muito um lugar na lista.


23- Marcus Fenix (Gears of War)





     Apesar de não ser muito fã da franquia Gears of War, uma coisa eu tenho que admitir: essa versão Funko pop  exclusiva da Comic-Con dele ficou incrível! Tão incrível que tem que ter um espaço nesse top 30.


24- Coleção Baby Metal



   Quem diria que três garotinhas fofinhas com carinha de "Mamãe quero ser mal" cantando  e dançando musiquinhas com temáticas bonitinhas em um fundo dark, com caveiras e com riffs pesados poderia dar tão certo e ser um sucesso no gigantesco no Mainstream atual do Rock, estampando capas de dezenas de revistas especializadas em Rock dizendo que elas foram uma das melhores coisas que apareceram na atualidade? Baby Metal é o tipo de bizarrice que só poderia ter vindo mesmo do Japão. E junto com o sucesso estrondoso é óbvio que viria Funkos Pop da Su, Moa e Yui Metal, que, são tão fofinhas e quanto as cantoras originais.


25- Darth Vader  (Rogue One)



     Já estava me perguntando quando o Darth Vader iria ganhar novos Pops, quando foi a anunciado ele na linha Rogue One. Ele ficou tão legal e com uma aparência tão "Eu sou poderoso" que até dá vontade de jogar a primeira versão que saiu dele fora para colocar essa versão do Rogue One no Lugar. Simples assim.


26- Coleção Duck Dodgers




     Já assistiu Duck Dodgers? Então, já sabe o motivo dele estar na lista! Um dos últimos desenhos decentes feitos com a turma da Looney Tunes, antes de começar a frescura de "isso é muito violento para os dias de hoje" e Looney Tunes virar a porcaria que é hoje. Patolino e sua turma mereceram essa coleção e certamente o lugar entre os mais legais do ano, na minha opinião.


27- Spider-Gwen Unhooded



     Desde que deu as caras no Spider-Verse, a versão aranha da Gwen Stacy ganhou uma legião de fãs. Uma legião tão grande que a própria até ganhou sua própria revista solo. Claro que isso também iria resultar em action figures também. Inclusive dois Funkos Pop! A versão com máscara e a versão sem máscara. Eu, pessoalmente gosto mais da versão desmascarada dela.


28- Coleção Preacher 




     Se tinha um seriado que eu não estava botando fé nenhuma, esse seriado era o "Preacher", baseado nos quadrinhos do Garth Ennis e Steve Dillon, porém, ainda bem que eu estava errado. A primeira temporada realmente me impressionou muito e o elenco apesar de a primeira vista ser "estranho" no final ficaram excelentes nos papéis, especialmente a Ruth Negga no papel da Tulipa. E o que dizer dessa coleção baseada na série? Ficaram tão legais demais, principalmente o Cassidy sujo de sangue e a Tulipa.


29- Chucky (A noiva de Chucky)



    Chucky ganhou uma versão mais ameaçadora com sua versão remendada baseado no filme "A noiva de Chucky" Só foi uma pena não terem colocado a Tiffany junto com ele na coleção. Só nos resta esperar para saber se a Tiffany ganha ou nao uma versão Cabeçuda para fazer par com o Chucky ano que vem.


30- Coleção Alice Através do Espelho



     Alice através do espelho é um  filme lixo escondido em efeitos especais bonitinhos! Isso é um fato! Porém, ou Cabeçudos Baseados nos personagens do filme já são outra história! Eles ficaram tão legais que quase dá para esquecer que o filme é ruim.


      Bem, essa foi a minha lista Funko Pops favoritas do Ano de 2016. Sei que alguns vão reclamar a falta de Harry Potter, Animais fantásticos e onde habitam, Orfanato da Senhora Peregrine, Orphan Black ou algum outro personagem especifico, mas, como eu disse no começo da lista, é uma lista mais pessoal, por isso eles acabaram não entrando na minha lista (apesar de ter o Dumbledore e o Dementador na minha lista de futuras compras). 
     E para você? Quais ficaram faltando na lista? Deixe nos comentários os seus favoritos de 2016 enquanto esperamos que chegue 2017 para sabermos o que a Funko irá reservar para os colecionadores desses cabeçudos bonitinhos.

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ENTRE UMAS E OUTRAS - ANÁLISE DO QUADRINHO


      Confesso que quando esse título chegou na livraria onde eu trabalho atualmente não foi um título que me chamou muito a atenção. Eu, literalmente dei uma folheada, e larguei de lado. Porém, pela procura que ele esse título começou a ter pelos clientes, comecei a uma curiosidade sobre o conteúdo de Entre umas e outras da Julia Wertz. E essa curiosidade durou até que a própria editora Nemo (Autêntica) me mandou um exemplar deste título de cortesia, e, foi ai que vi o que estava perdendo por não ter dado atenção a esse título.
     Se você é aquele desenhista/blogger/youtuber ou qualquer coisa do gênero que não vive naquele tão sonhado lugar no mainstream (tipo eu) ou que não é nenhuma das alternativas anteriores, mas, que acabou de sair das asas dos pais para ir morar sozinho, ou até mesmo ambos, simplesmente não tem como você não se identificar com a história de Julia Wertz sobre seus problemas em se tornar adulta, ir morar longe dos pais e ao mesmo tempo conseguir aquele aclamado lugar ao sol como quadrinista e blogger enquanto trabalha em empregos que não gosta para pagar suas contas e comprar seus quadrinhos . Tudo isso com uma boa dose de humor e muitas biritas.


      Entre umas e outras (Drinking at the movies) se passa entre os anos de 2007 e 2008 divido em estações do ano, onde cada estação do ano é um capítulo diferente da história. Nele vemos a autora Julia Wertz contando um pouco sobre como ela decidiu sair da casa dos pais em São Francisco aos 25 anos para ir morar sozinha em Nova York e tentar a vida como quadrinista profissional e conseguir publicar seu quadrinho chamado de "The fart party" (sim, festa do peido).
      Claro que conseguir chegar ao mainstream do mundo dos quadrinhos não é algo tão fácil assim, então, enquanto Julia não consegue alcançar seus objetivos, ela precisa trabalhar em empregos que não gosta como fazer entregas de bicicleta em lugares perigosos, em dias de chuva e até dias de neve até em alguns empregos que ela achava que seriam legais, mas na realidade foram um pesadelo para ela, como escritora e colaboradora freelancer de revistas, onde ela tinha que escrever matérias sobre em prazos extremamente apertados, e com um salário bem menor que ela ganharia em um emprego normal, fazendo ela se questionar se valia mesmo a pena ficar se matando em um emprego de freelancer quando ela poderia estar em um emprego normal ganhando mais, interagindo com pessoas e se divertindo nas horas vagas.
     O livro também fala de algumas situações que Julia Wertz passou ao conseguir a publicação do seu quadrinho, como ir a sessões de autógrafos onde não tinha ninguém, de esquecer que tinha uma reunião com seus editores e ir encher a cara no bar ao invés de ir na reunião com os editores e também um pouco sobre a frustração de conseguir uma publicação mas ainda sim não ser uma quadrinista conhecida, tudo de uma maneira muito engraçada e esquisita. Em suma, ele é uma auto-biografia em quadrinhos com muito humor.


        Além  de mostrar um pouco sobre os problemas de conseguir entrar no mainstream, entre umas e outras aborda mais para o lado de crescer, de deixar a segurança e a estabilidade da casa dos pais e cair no mundo para realizar seus sonhos, viver a vida do jeito que você quer, ter que lidar com responsabilidades (algo que Julia mostra ter muitos problemas durante o quadrinho) e problemas cotidianos comuns para muitas pessoas, como por exemplo ser assaltado, tentar parar de fumar, problemas com o irmão viciado em drogas, ficar trancado fora de casa porque perdeu a chave ou se trancou fora de casa, ser cantada na rua, encher a cara um dia antes de fazer algo importante, você acordar achando que o dia vai ser excelente e tudo nele dar errado, ter que mudar de casa diversas vezes por motivos que variam desde falta de dinheiro para conseguir manter pagando o aluguel e as contas até mudar para um lugar onde as pessoas não sejam chatas metidas, e, até mesmo frustrações e fracassos diários que todos passamos também é abordado de forma divertida e inusitada, fazendo com que seja fácil se identificar com Julia Wertz e seus problemas no decorrer das 185 páginas do quadrinhos.
  

       O estilo de desenho da Julia Wertz é igual os de tirinhas de jornais, e suas histórias também seguem esse mesmo estilo. Só que, ao invés de serem em tirinhas eles são em histórias de uma página inteira. O estilo de desenho simples, porém efetivo dela combina bastante com o estilo de humor da história.
       Uma coisa que eu gostei muito do quadrinho é ele ter sido feito por uma mulher utilizando ela mesmo como personagem, ou seja, vemos tudo por um ponto de vista de uma mulher nerd, antissocial e muito boca suja. Certas situações inusitadas me causaram momentos de espanto e divertimento, especialmente por ver situações normais para homens que normalmente não vemos mulheres comentando, como, por exemplo um momento onde Julia se questiona se ela devia ir no banheiro dar cagada, para poder ter mais espaço no estômago para tomar um sorvete ou não. Ela tentando chegar em casa antes de cagar na própria calça, em um momento de dor de barriga. Fora isso também temos uma personagem feminina que fala muito, mas muito palavrão, e, Julia sabe muito bem trabalhar com palavrões em seus quadrinhos, eles sempre servem como reforçador do humor sem deixar aquela sensação de que o palavrão que foi a piada. 
      Apesar dele possuir um grande número de palavrões, eles são sempre muito bem colocados, e não estão lá só por estar para alguém ler e ficar rindo só porque a Julia Wertz fala muito palavrão, pelo contrário, estão lá para complementar o humor da cena, mostrando algo que muitos de nós falaria ou agiria caso algo desagradável acontecesse com você.


     Entre umas e outras é claramente um tipo de humor que beira muitas vezes ao as vezes a politicamente incorreto, mas, em alguns momentos, certas falas para mim não caíram muito bem e que eu sinceramente achei um tanto desnecessário. Um exemplo, que por sinal acontece algumas vezes no quadrinho é Julia falar que não precisa fazer tal coisa porque ela é uma americana branca de classe média! Em alguns casos chega a ser ofensivo, como quando ela fala que podia se dar ao luxo de não trabalhar mais em um dos seus empregos porque é branca (e uma dessas ocasiões acontece logo nas primeiras páginas). Então, para ela existem empregos onde pessoas brancas não podem trabalhar? Sério, por mais bobo que isso pode soar para você ou para ela quando escreveu, é, certamente algo que soa sim muito mais ofensivo do que engraçado para outras pessoas que, ou não são brancas ou, até mesmo para as que são brancas e trabalham no mesmo tipo de emprego que Julia Wertz se demite. Não é nada do tipo que estrague a obra, mas, querendo ou não, esse tipo de coisa é um exemplo claro de que ainda existe muito preconceito e até mesmo uma pontinha intolerância racial nos Estados Unidos, sim!
         Sinceramente, esse é um dos pouquíssimos pontos fracos da obra. 


      A publicação dele aqui no Brasil ficou bem fiel a original, fazendo com que eu não possa reclamar dele ter saído no formato de livro, pois ele já é originalmente assim (ao contrário de outros publicados por outras editoras como Clube da Luta 2 ou Usagi Yojimbo). A única diferença chamativa entre ambas pelo que pude notar foi terem trocado a capa americana, como pode ser visto abaixo: 



        Pessoalmente falando achei ambas as capas excelentes, mas, creio que se pudesse escolher uma capa para a versão brasileira escolheria uma terceira opção que é uma capa colorida muito charmosa e chamativa.


       Tenho que dizer que gostei da Adaptação do título para o Português, feito por Eduardo Soares, já que, sinceramente falando não acho "Bebendo no cinema" um título chamativo para um quadrinho no Brasil, mesmo ele tendo algum sentido na história (por algum motivo ela curte ir para o cinema encher a cara) o título entre umas e outras ficou bem mais legal, pois ele dá a entender que esses entre umas e outras faz referência não só as bebidas que ela toma, mas também entre as umas e outras coisas que acontecem na vida, tanto boas quanto ruins. Então para mim, foi uma ótima adaptação de nome para o Brasil.
      Entre umas e outras é um quadrinho muito divertido, ousado e sincero sobre como é ser um adulto por falta de opção, em ter que lidar com responsabilidades, e com escolhas difíceis que você não tinha que lidar quando morava com os pais, como escolher entre o quadrinho que você quer ler ou comprar comida e sobre ter que engolir sapo no decorrer da nossa vida ou até mesmo abaixar a cabeça e aceitar certas situações sem reclamar. Tudo isso com muito bom humor! É impossível não se identificar com as desventuras de Julia Wertz na sua tentativa de ser um adulto.
        Na minha opinião ele foi um dos melhores quadrinhos alternativos que eu li esse ano. Vale muito a pena dar uma conferida no trabalho da Julia Wertz, principalmente se você gosta desse estilo de quadrinhos. Enquanto isso, só me resta aguardar ansioso que a Nemo publique também o Fart Party.

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REPETECO - REVIEW DO QUADRINHO


     Quase dois anos após seu lançamento nos Estados Unidos pela Ballantine Books, finalmente temos aqui no Brasil a versão brasileira do "seconds" de Bryan lee O'Malley, o criador daquele sucesso estrondoso chamado de Scott Pilgrim. Aqui no Brasil ele ganhou o nome de "Repeteco" e também está pelo mesmo selo do Scott Pilgrim da Companhia das letras (Quadrinhos na Cia).
      A HQ segue um pouco a mesma linha que O'Malley utilizou em Scott Pilgrim, porém com bem menos referências a cultura pop e nerd, porém com uma história tão viajada e divertida quanto Scott Pilgrim e até digamos com uma história um pouco mais ousada.
       Antes de entrarmos em mais detalhes da edição Brasileira da "Seconds" vamos dar uma conferida no material.


      A Quadrinhos na Cia Caprichou nessa edição! Comparada ao Scott Pilgrim, Repeteco está 100% melhor e bem trabalhada. Apesar de novamente dizer que não sou fã de quadrinhos publicados em formatos de livros, não tem como negar que essa edição de Repeteco ficou bem estilosa e caprichada, não ficou tão caprichada como outros títulos deles como "Bob Cuspe" de Angeli ou "Nova York" de Will Eisner, porém não perde em nada em qualidade para outros títulos como "Maus"  de Art Spigelman e  "Persépolis" de Marjane Satrapi.
     

    Umas das coisas  que mais me agradou nele foi o seu tamanho e seu formato um pouco mais quadrado, como pode ser visto na imagem acima. Comparado ao Scott Pilgrim, Repeteco tem uns dois/três dedos de diferença de tamanho tanto para cima quanto para os lados que o Scott Pilgrim (vai depender dos seus dedos). 
      Pessoalmente falando esse formato me agradou bastante e combinou bastante, toda vez que olho para o formato dele e o número de páginas que ele tem me lembra títulos como "It a coisa" ou até mesmo aquela coleção de 1001 antes de morrer e esse formato de livro me agrada bastante, mesmo se tratando de um quadrinho. 


      O papel adotado não é aquele geralmente adotado em encadernados, mas sim aquele mesmo papel branco que muitas pessoas não gostam. Porém, ele não tira em nada o brilho da edição e até ouso dizer que ele combina muito mais com o formato dele que tem mais cara de livro do que combinaria se ele viesse naquele mesmo papel de quadrinhos encadernados, fora que também  tem o fator do número de páginas (que são 336 páginas). Publicá-lo em um papel que utilizados em encadernados de quadrinhos iria encarecer muito o material, tornando algo um tanto inviável tanto para editora quanto para os consumidores. Eu mesmo não conseguiria imaginar ele com aquele tipo de papel, simplesmente não combinaria com o estilo do quadrinho e da edição em si.
     A tradução do nome também é algo que preciso comentar. Adaptar "Seconds" (que é o nome do título e do restaurante em Inglês) para "Repeteco" também foi uma ótima sacada do tradutor Érico Assis (ele também traduziu Scott Pilgrim). Antes de ler admito que estranhei um pouco a tradução do nome para algo que não tinha nada a ver com o título original, mas quando entendi o motivo, durante a leitura, percebi que foi uma ótima escolha para adaptação do título em Português, pois, ele cai muito bem com o conteúdo da história.
     Por fim tenho que dizer que finalmente o Bryan Lee O'Malley tomou vergonha na cara e contratou um colorista para Repeteco, o que deixou o quadrinho muito mais bonito  e apresentável, deixando ele como uma cara de desenho animado, o que eu curti muito. Sem contar que foi uma bola dentro, já, que, na minha opinião foi um erro O'Malley ter feito Scott Pilgrim todo em preto e branco, pois apesar do seu estilo puxado para o mangá, simplesmente não ficava legal em preto e branco, e, isso ficava ainda mais evidente quando tínhamos edições onde as primeiras páginas eram coloridas nas versões em inglês. Ver aquilo só me deixava chateado e ainda mais certo de que o Scott Pilgrim deveria ter sido lançado todo colorido.  E o que reforça ainda mais o que digo sobre esse assunto foi que depois de um tempo o próprio O'Malley voltou atrás, e relançou as edições do Scott Pilgrim em uma versão toda colorida, que, diga-se de passagem ficou uma lindeza sem tamanho.



    Repeteco conta a história de Katie Clay, uma Chef de cozinha de um restaurante chamado Repeteco. Assim como todas as pessoas normais, Katie tem problemas pessoais em sua que a chateiam, como o fato dela não se sentir mais a vontade com seu trabalho de chef no Repeteco e querer montar seu próprio restaurante, porém sempre acontecem coisas que a impedem de concretizar esse sonho, como falta de dinheiro para arcar as despesas, ter escolhido um péssimo lugar para fazer uma reforma e transformar em seu novo restaurante (ele estava mais acabado do que ela imaginava). Fora isso, ela tem problemas com seu ex-namorado, Max, pois, apesar deles terem terminado há muitos anos atrás, ela ainda sente uma atração por Max e ela sabe que ele também sente o mesmo por ela, mas ambos não sabem como se expressarem e acabam sempre entrando em atrito quando estão juntos, fazendo com que ao invés de Katie se abrir com Max, ela acabe caindo nos braços do aprendiz de cozinha Andrew como se fosse sua válvula de escape, para fugir de tentar um novo relacionamento com Max.
      Por causa de uma distração de Katie com Andrew na cozinha, uma de suas funcionárias, Hazel, acaba se machucando com óleo quente, queimando suas duas mãos. Por causa dessa distração, Katie começa a se culpar por ter sido indiretamente responsável pelo acidente na cozinha. 
Ainda se sentindo culpada em casa, enquanto  mexia na gaveta da sua cômoda, Katie encontra uma caderneta intitulada de "meus erros" com as seguintes informações dentro: Anotar o que você fez de errado, comer um cogumelo que estava junto com a caderneta, dormir e acordar renovada. Apesar de não colocar muita fé, Katie acaba escrevendo no caderno que ela não devia ter ficado com Andrew no horário de trabalho  e come o cogumelo e vai dormir. E, ao fazer isso é ai que a história mostra seu rumo.
       Toda a vez que Katie faz isso ela altera o passado, ou seja, a partir do momento que ela escreveu que não deveria ter ficado com Andrew no horário de trabalho, nenhum deles acabou se distraindo e sua funcionária Hazel não se machucou. Tudo o que tinha acontecido na noite anterior acabou tomando outro rumo graças a esse cogumelo mágico.
       A história tem aquela premissa de efeito borboleta, onde Katie tem a possibilidade voltar atrás e consertar seus erros do passado, mas, ao fazer isso ela apenas bagunça ainda mais o presente onde ela vive, com um diferencial da história inteira girar em torno do restaurante onde ela trabalha e mora, e, também pelo fato de Katie só conseguir mudar as coisas que aconteceram dentro do restaurante Repeteco, ou seja, ela não pode mudar exatamente tudo que aconteceu na sua vida, apenas coisas que ocorrem dentro do Repeteco.


     Com Katie acabando com todo o presente, uma personagem misteriosa que aparece desde o começo do quadrinho aparece para tentar impedir Katie de continuar mudando o passado. Chamada de Lis, que é o espirito do lar de Katie (no caso o Repeteco), que vive dentro da cômoda onde ela achou o cogumelo mágico e a caderneta que sempre tenta avisá-la que o que ela está fazendo é errado e que ela precisa parar, mas é óbvio que Katie não ouve continua fazendo suas retificações no tempo, algumas que fazem sentido para ela, como voltar para o seu antigo namorado Max, escolher outro local para montar seu restaurante novo e outra que quando você vê simplesmente para e pensa, "que idiotice foi essa?". Se você tivesse catorze chances mudar algo que você fez no passado, você gastaria uma dessas oportunidades para impedir você mesmo de não ficar acordado até tarde vendo série, sendo que a única coisa que isso te afetou foi que você ficou com sono do dia inteiro?
      Repeteco é um quadrinho bem no estilo filme Sessão da Tarde, pois tanto em um filme da Sessão da Tarde quanto em Repeteco você já sabe como a história funciona e como ela vai acabar, mas, mesmo assim você quer ver até o final, fica satisfeito com a história e ainda de quebra você se diverte bastante.
      O estilo de Bryan Lee O'Malley, na minha opinião, está ainda mais bonito do que no Scott Pilgrim por algumas sutis mudança de arte, como a mudança dos olhos para um estilo muito mais parecido com mangá. Os rostos dos personagens também estão com mudanças sutis que fizeram uma boa diferença. O'Malley também parou de fazer aqueles quadros mais "desleixados", com traços todos cagados e tortos ou com muita falta de detalhes nos personagens e cenários, que pareciam ter sidos desenhados de qualquer jeito apenas para preencher aquele quadro especifico. Claro, que esses "desleixos" acontecem em Repeteco, mas é uma frequência muito menor que acontecia em Scott Pilgrim. E, novamente citando...por ele ser colorido!



      Repeteco é um quadrinho bem legal, apesar de ser uma história manjada e bastante explorada, não deixa de ser uma boa história para se divertir. Katie e seus amigos são ótimos personagens com conflitos próprios e personalidades muito bem trabalhadas. Simplesmente não tem como não gostar da Katie e até mesmo se identificar com seus problemas pessoais. Em suma, Repeteco passa aquela típica mensagem de que tudo vai acontecer no seu devido tempo e se algo não aconteceu é porque não era para acontecer naquele momento especifico da sua vida. 
     Ele pode até não estar no mesmo nível de Scott Pilgrim no quesito história (até creio que Scott Pilgrim será aquela obra, que vai ficar preso ao O'Malley pelo resto da sua vida como seu melhor quadrinho, independentemente, do que ele faça), mas certamente não deixa em nada a desejar.
     No quesito de quadrinhos lançados em Outubro certamente ele é um dos melhores. Muito melhor que muito lançamento da Marvel e DC. Vale muito a pena dar uma conferida no quadrinho.

     Por fim queria deixar alguns Easter Eggs do Scott Pilgrim que o O'Malley espalhou no Repeteco:


Stephen Stills e Joseph.



Lisa Miller.



Knives Chau.



Bolsa da Ramona Flowers.


Scott Pilgrim e Ramona Flowers.



E, terminando com chave de ouro, a minha referência favorita... PÃO ENGORDA?


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A CENTOPÉIA HUMANA 3 (FINAL SEQUENCE) - REVIEW


100%  Politicamente incorreto e 100%  mais fraco que os anteriores. 

     Em meados de 2010 quando eu fiz a minha review do primeiro filme da franquia Centopéia Humana (não leu? Clica AQUI e leia) nunca imaginei que um filme Trash como esse iria tão longe. E quem diria, eu estava mesmo redondamente enganado, pois logo em seguida em 2011 lá estava eu fazendo a review do do segundo filme desta controversa saga criada por Tom Six (caso queira conferir também, basta clicar AQUI). E, hoje, em 2016, seis anos após a minha primeira review desta franquia, aqui estou eu de novo para uma review do terceiro (até agora o último) capítulo desta infame, porém genial franquia, A Centopéia Humana 3 (The Human Centipede  3 (Final Sequence).
       Se você leu minhas reviews dos dois últimos filmes, saberá que a Centopéia Humana é um filme que eu gosto bastante, pois, apesar de ser nojento, gore e muito trash, ele ainda sim é um filme muito bem construído, com vilões tão doentios que chegam a ser extremamente carismáticos e também pelo fato de hoje em dia ele ser um dos poucos filmes voltado para o terror que não vem com a intenção de agradar o público e nem de dar sustinhos bobos, mas sim com a intenção de chocar quem assiste o filme. E, na minha opinião, isso é o que o torna uma filme bom!
       O terceiro filme se passa em uma realidade onde o primeiro e o segundo filme são apenas filmes, assim, excluindo todos os acontecimentos do primeiro e segundo filmes, pois eles só aconteceram nos filmes. E, assim como acontece no segundo filme, o primeiro e segundo filmes da franquia servirão de inspiração para os malucos criarem a sua própria Centopéia humana no terceiro filme, só que desta vez em uma cadeia com centenas de bandidos!


        Como tudo o que aconteceu nos dois primeiros filmes não aconteceu de verdade, o terceiro filme acaba trazendo de volta Dieter Laser e Laurence Robert Harvey (O médico do primeiro filme e o gordinho com cara de maluco do segundo filme) como os vilões sádicos e malucos chamados Bill Boss e Dwight Butler, que trabalham em uma penitenciária no terceiro filme. Ao que parece apenas os dois atores têm coragem de permanecer na franquia (ou então foi por própria escolha do Tom Six).
     Independentemente do motivo deles terem sidos reciclados é preciso admitir que o Tom Six acertou em cheio em trazer Dieter Laser de volta a franquia, pois, ele de longe é um excelente ator, tanto é que o destaque do primeiro filme inteiro é todinho para ele, tanto é que isso lhe rendeu DOIS prêmios como melhor ator no primeiro filme. E no papel de Bill Boss ele não deixa em nada a a desejar na sua atuação como diretor de um presídio.
      Voltando a história do filme: Inspirado pelos filmes, Dwight tenta convencer seu chefe Bill Boss a utilizar o filme como inspiração para punir seus detentos, pois, todos os métodos de punição de Bill (que vão desde quebrar o braço, arrancar os testículos até queimar o rosto de seus detentos), não estão mais sendo eficazes para manter o controle dos presos em sua penitenciária, e com o emprego em jogo, Bill boss precisa encontrar um meio de conseguir controlar sua penitenciária antes que ele acabe sendo demitido. Então, desesperado por retomar o controle da sua penitenciária, ele acaba cedendo e pondo em pratica a ideia doentia de seu amigo Dwight em fazer uma Centopéia Humana com os detentos para conseguir colocá-los na linha.


     A premissa do filme apesar de bobinha, ela funciona bem para o desenvolvimento do filme, mas, no geral o filme não consegue manter o mesmo nível dos dois anteriores, ficando bastante aquém, graças a muitas cenas sem sentido, cenas com momentos que tentam ser de humor, mas acabam falhando miseravelmente a ponto de você ficar pensando "qual foi o sentido disso?".  Um bom exemplo são os ataques de fúria do Bill Boss (que acontecem com muita frequência) onde ele começa a gritar, falar palavrões, e fazer coisas completamente estúpidas, como por exemplo ficar gritando dentro de uma lata de lixo, fazendo obscenidades com a porta, com a secretária, com os outros personagens e muitas outras coisas aleatórias que você percebe que estão ali para tentarem dar um pouco de humor no filme, mas que não são nem um pouco engraçadas, na verdade são estúpidas e mesmo com o Dieter Laser dando seu máximo para realizar a sua cena, pois, sinceramente, nunca vi alguém na sua idade, (74 anos) gritando ou fazendo tantas obscenidades com o vigor de um jovem de 25 anos como ele faz nesse filme, porém, mesmo com sua atuação isso acaba se tornando muito cansativo de se ver, principalmente quando você vê que isso era para ser algo engraçado.


    Quando ele não está tentando ser engraçado, ele novamente mostra o porquê de ainda estar na franquia, ele é igualmente doentio, violento e destrutivo quanto ele era no primeiro filme, ou até pior! com cenas que realmente pegam pesado com que está assistindo o filme, como ele arrancar os testículos de um dos prisioneiros, e esfregar o sangue dele no seu próprio rosto enquanto grita de modo frenético. Todas as cenas envolvendo violência nesse filme estão tão chocantes quanto a do segundo filme, como um adicional a mais, ele é colorido, ao contrário do segundo, então, prepare-se para cenas extremamente violentas e chocantes, só que desta vez colorido!


    A atuação de Laurence Robert Harvey como Dwight também não está de todo mal, Infelizmente seu papel não chega nem perto de ser tão memorável  quanto a sua atuação como Martin Lomax no segundo filme. Creio que o forte dele não seja atuar como um personagem normal ou personagem de apoio do personagem principal, como ele acabou ficando no papel de Dwight e sim como um maluco psicótico potencialmente perigoso.
    Uma das coisas que eu não gostei foi não terem dado tanto destaque para a Centopéia Humana em si, pois, ao contrário dos outros filmes, ela demora muito para acontecer. A Centopéia Humana só aparece  por uns 6/7 minutos e com quase 20 minutos para acabar o filme! Como se não bastasse, praticamente não trás nada do sentimento de horror de estar grudado com a boca na bunda de alguém que os outros filmes traziam. Até parece que Tom Six estava tão distraído com cenas obscenas aleatórias, violência gratuita de primeira e com ele tentando fazer uma ponto no filme fazendo o papel dele mesmo... Sim, ele aparece no filme fazendo o papel dele mesmo (de dois filmes primeiros filmes) para ajudar Dwight e Bill Boss a criar uma Centopéia Humana na Cadeia, que para mim, ele quase acabou esquecendo do fator principal que leva dá nome ao filme: A CENTOPÉIA HUMANA!


    Sério! A atração principal do filme só está lá por estar, pois no fim das contas ela não serve para nada. Não tem nada durante a cena da Centopéia Humana que te faça sentir asco, ou ficar chocado como aconteceu com os outros filmes. Sem cocô escorrendo pela boca um do outro, sem gente tentando escapar rasgando a própria boca, sem masturbação de tanta excitação por se ver uma Centopéia Humana, simplesmente nada! 
    Tom Six deve ter achado que só o fato de ter uma Centopéia Humana com quinhentas pessoas já seria motivo o suficiente para chocar o público, porém não é. E novamente temos outras tentativas de humor que são dispensável durante essa cena da Centopéia Humana que te faz pensar "Que cena mais inútil".
    Como se não bastasse esse tamanho fiasco, eles ainda me inventam de fazer a "Largarta Humana" com o prisioneiros mais perigosos da cadeia e os condenados a morte, colocando-os em um destino pior do que ficar sentado esperando a morte.


    Sério? Pra quê?? Isso era realmente necessário? Isso foi uma tentativa patética de tentar chocar o público, pois convenhamos, quem já assistiu ao primeiro e segundo filme não tem nada demais nisso que faça com que você sinta nojo, medo ou aflição pelos personagens presos um no outro. Muito pelo contrário, a única coisa que você faz é olhar para os lados na tentativa de tentar algo mais interessante para acabar com o tédio dessa cena.
    Para terminar de enterrar o filme (principalmente nos Estados Unidos), Tom Six ainda ironiza o país e suas medidas um tanto quanto violentas e inumanas com seus prisioneiros e faz com que eles queiram adotar a ideia da Centopéia Humana como modo de punição em todas as cadeias dos Estados Unidos. E um dos personagens que vai concorrer a presidência dos Estados Unidos, após aprovar esse método, ainda diz que quando ele vai conseguir virar presidente do país fácil quando ele apresentar essa proposta de governo para os seus aliados e para o povo americano. Ou seja, Tom Six disse na cara dura que os americanos não passam de pessoas violentas sedentas por sangue que votariam em qualquer maluco que disse que matar pessoas, e prendê-las um pelo ânus do outro é a coisa certa e que isso faz parte do jeito americano de ser. E como a Centopéia Humana não é South Park da vida... já sabe né? Foi extremamente bombado  pelo público geral nos Estados Unidos.   


     No geral, Centopéia Humana 3 não é um filme de todo mal, se você gosta de muito gore vai se divertir pra caramba com o filme, porém, se comparado a seus anteriores ele é um filme muito mais fraco, sem graça e até ouso dizer que é uma continuação desnecessária, ainda mais para se fechar a franquia. Ele está muito longe de passar os mesmos sentimentos de terror e asco que os dois filmes anteriores conseguiram passar com sucesso. Uma das poucas coisas que salva o filme é a atuação de Dieter Laser, mostrando que mesmo o filme sendo fraco, não tem tempo ruim para sua atuação.
      Tom Six tentou fazer um filme mais chocante e politicamente incorreto, mas falhou miseravelmente nessa missão, sendo assim a minha nota final para esse filme em uma escala de 0 a 1 seria um 5, pois apesar de ser bem sem graça, as cenas de gore, e o excesso de violência gratuita ainda sim são o suficiente para fazer valer a pena uma conferida se você é fã do gênero trash. 
     Bem, é isso! Finalmente agora sim meu dever de fazer a review de todos os filmes desta franquia esta cumprido! Também posso seguramente dizer que o meu favorito é de longe o Centopéia Humana 2 (full Sequence). E você, qual é o seu filme favorito da franquia Centopéia Humana?

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